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Abriu a época do disparate!

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Que somos governados por gente que privilegia as relações familiares, já sabíamos.

Que temos um Executivo que negoceia convicções nos corredores da AR como se de quaisquer bagatelas se tratasse, também já sabíamos.

Que temos à frente do País um governo que deixa a Saúde bater no fundo, enquanto “oferece” aos portugueses a maior carga fiscal de sempre, não é, infelizmente, novidade para ninguém.

O que ficámos a saber nos últimos dias é que esta gente é, ainda por cima, desbocada, despudorada, irresponsável e absolutamente impreparada para desempenhar funções de governação, que exigem seriedade, bom senso, prudência e sentido de Estado.

Vamos ao Relatório de Danos:

Caso 1- Quando interrogado pelo Juiz acerca do seu conhecimento sobre o telefonema do aparecimento das armas roubadas em Tancos e se, eventualmente, teria falado do tema com o 1o Ministro, o Ex-Ministro Azeredo Lopes disse que “… soube, mas não tinha o dever funcional de o comunicar.“

“Dever funcional”? Quem é que inventou esta???

O que é isto do “dever funcional” de um ministro do Governo de Portugal?

Soube da encenação e falou com quem? O dito “dever funcional” contemplará em si a necessidade de comunicação ao Chefe do Governo? Talvez sim. Mas como o Sr. Ex-Ministro não tem o “dever funcional”, seja lá isso o que for, é provável que a sua obrigação seja apenas a de falar do caso com o seu motorista ou com o empregado de mesa do restaurante. Dar-lhe demasiada importância para quê? Afinal, estamos a falar apenas do maior roubo de armas algumas vez praticado no nosso País!

Esta é a postura useira e vezeira do anterior e do atual Governo de Portugal. Enjeitar qualquer tipo de responsabilidade, sendo meras figuras decorativas, irresponsáveis e inconsequentes.

Caso 2- Noutro claro exemplo de irresponsabilidade e leviandade de discurso, a que a Sra. Ministra da Saúde já nos habituou, veio a mesma afirmar, por mais que uma vez, que “…o País está devidamente preparado para atender a eventuais casos de Coronavírus que possam vir a ocorrer”. Também a Direção Geral de Saúde, na pessoa da Dra. Graça Freitas, veio contribuir para esta campanha de publicidade enganosa e, sobretudo, perigosa, ao dizer aos portugueses que estaria tudo preparado se, eventualmente, fosse necessário.

Assim sim… está tudo bem. Estamos preparados para tudo!

Pois bem, subitamente, e perante uma primeira situação, na qual um suspeito de ter contraído a doença é identificado numa fábrica, em Felgueiras, o que é que acontece? Mais de 90 trabalhadores são mandados para casa sem qualquer tipo de monitorização ou critério e a pessoa em causa transportada para o hospital com “suposta” urgência. Sim… apenas “suposta”. É que, ato continuado, o hipotético infetado fica mais de quatro horas fechado dentro de uma ambulância, sem a presença de um médico, já que, aparentemente, os serviços do Hospital São João, no Porto, um dos tais que estaria devidamente preparado, não estava, de todo, preparado para o receber. É assustador!

Caso 3- A Sra. Ministra da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque, afirmou aos jornalistas que a propagação e evolução do Coronavírus “pode ter consequências bastante positivas” para as exportações portuguesas do setor agroalimentar que abastecem os mercados asiáticos. Mais… reforçou a sua convicção com esta pérola “… temos de preparar-nos para corresponder à nossa ambição que é reforçar as nossas vendas…”.

Só alguém completamente desprovido de bom senso e de sentido de oportunidade é capaz de pronunciar palavras desta gravidade.

Será que alguém consegue informar esta senhora que existe o perigo efetivo de uma epidemia? Importam-se, por favor, de lhe dizer que há pessoas, EFETIVAMENTE, a sofrer e muitas outras nervosas e preocupadas com a situação?

Não dá para explicar à Sra. Ministra que estamos a falar de PESSOAS… de VIDAS HUMANAS??? Desculpem… isto não é um mal-entendido nem um deslize. É apenas o que é!

Isto é o cúmulo da incompetência e do disparate!

Conclusão…

É este o calibre e a qualidade dos nossos atuais governantes… assertivos, intelectualmente honestos… e sem “dever funcional”!

Alexandre Nascimento

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