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ZIGUEZAGUEAR AO SABOR DAS MODAS

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O Bloco de Esquerda diz-se social democrata, o Partido Socialista de contas certas e ambos, desde sempre paladinos da defesa do planeta entre outras modernas nobres causas.Estranhamente sobre algumas questões de que sempre fizeram bandeira fazem um silêncio ensurdecedor.
Caso para dizer que a tradição já não é o que era.

A Cultura é porventura a área que melhor ilustra a mudez reinante, quer de um quer do outro destes partidos, sobre um tema que antes lhes parecia ser muito caro. Afinal parece que a paixão que por ela diziam ter era simplesmente interesseira e a deixaram cair apenas por entenderem que já não rende tantos votos.
Ziguezaguear ao sabor das modas, e surfar as ondas mediáticas é típico da irresponsabilidade que sempre caracterizou a esquerda da geringonça que temos.

A presunção e a arrogância que PS, BE e PCP sempre tiveram, em considerar ser donos e senhores da cultura e a atitude atrevida e preconceituosa relativamente a todos quantos entendem que a mesma não tem ideologia e nem é propriedade de ninguém, é incomodativa porque abusiva.

Pessoalmente irritam-me estas coisas de pseudo intelectuais sem educação também cultural.
A cultura é uma questão de educação mesmo, e como dizia Nelson Mandela “a arma mais poderosa que se pode usar para mudar o mundo”.

De facto, a educação na e para a cultura tem um forte potencial de mudança que nunca foi tão importante como hoje aprofundar. Felizmente que enquanto alguns vão desistindo de mudar o mundo através dela, outros há que mantendo-se fiéis ao seu ideário e não embarcando em modas, consideram que é urgente assumi- la de vez como um recurso económico único e de grande potencial.

É preciso tirar o melhor partido de todas as formas de expressão da cultura, desde a nossa história, à língua, aos costumes, à gastronomia, música, arte, literatura e etc, e atribuir-lhe um papel central na atividade e na rotina das escolas.

Promover o ensino das diversas vertentes da arte e cultura desde muito cedo incrementa não apenas as competências artísticas , mas também e sobretudo o desenvolvimento social e humano e contribui para fortalecer a coesão social.
É urgente afastar o estigma de que a cultura é uma despesa e assumi-la de vez como um investimento de elevado retorno.

Será que é assim tão difícil fazer no país aquilo que o saudoso Paulo Cunha e Silva e Rui Moreira fizeram no Porto ?
Democratizar a cultura através da diversificação da oferta, educar e conquistar novos públicos, será missão impossível ?

Não creio, haja vontade e paixão verdadeira pelo tema.E sobretudo exista a coragem para mudar o que é necessário, desde a Lei do Mecenato até à revisão profunda do funcionamento da Direção Geral das Artes e à gestão desburocratizada das Instituições que se devem constituir de uma vez por todas como verdadeiros veículos para a promoção, divulgação e internacionalização da cultura e dos artistas portugueses.

Os incentivos às entidades privadas, a distribuição mais equitativa dos fundos comunitários, bem como toda uma nova abordagem na gestão dos recursos disponíveis e das instituições serão indutoras de mais receitas.
A cultura tem que ser sim uma prioridade e muito pode ser feito sem necessariamente aumentar despesa.

O que é que a frente de esquerda que nos governa fez pela cultura nestes quatro anos ? Nada, a não ser reivindicar mais receita do OE.
É tempo de dizer BASTA, queremos uma cultura de todos e para todos.
Queremos mais ação e menos palavras.

Adriana Aguiar Branco
Jurista
Candidata a deputada
Independente
Número 2 pelo Porto
Lista do partido Aliança

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