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AO MINUTO: Arranca segundo dia de greve com requisição civil. E agora?

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Decorre esta terça-feira o segundo dia de greve dos motoristas, numa paralisação por tempo indeterminado e depois de o Governo ter aprovado em Conselho de Ministros, ao final da tarde de segunda-feira, a requisição civil.

O primeiro dia de greve manteve-se calmo ao longo da manhã, mas à tarde o cenário alterou-se. Após indicação que os serviços mínimos não estavam integralmente a ser cumpridos em algumas zonas do país, o Governo aprovou, em sede de Conselho de Ministros, a requisição civil parcial dos motoristas de mercadorias e de matérias perigosas em greve. 

O que vai acontecer a partir daqui? O que se sabe é que com a requisição civil os trabalhadores ficam obrigados a trabalhar, ainda que isso não signifique um regresso à normalidade, como alertou o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva

Acompanhe, ao minuto, os desenvolvimentos mais recentes da greve:

9h15 – “Somos motoristas, não somos terroristas”. A greve em fotos: Veja aqui as imagens da greve até ao momento.

8h36 – “Não nos passa pela cabeça que a requisição civil não seja cumprida” – O ministro Pedro Nuno Santos confessou, em entrevista à antena da TVI, que não lhe passa “pela cabeça que a requisição civil não seja cumprida”. Nesse cenário, “já não é connosco, é com as forças de segurança e com a justiça”, já que passa a estar em causa em crime de desobediência civil.

8h27 – Como vai funcionar a requisição civil? Esta portaria explica: A portaria que efetiva”de forma gradual e faseada” a requisição civil dos motoristas em greve visa assegurar o abastecimento da Rede de Emergência, aeroportos, postos servidos pela refinaria de Sines e unidades autónomas de gás natural. A requisição civil produz efeitos até ao dia 21 de agosto de 2019, até quando foi decretada a situação de crise energética. 

8h22 – Governo posicionou camiões-cisterna militares com combustível em vários pontos do país: O Exército está a posicionou camiões-cisterna militares em locais estratégicos no país, em missão de apoio à Proteção Civil, que poderá utilizar essas reservas em caso de falhas de combustíveis durante incêndios, avança a SIC Notícias.

8h06 – Hoje há mais militares em Aveiras de Cima: No segundo dia é mais evidente a presença de autoridades policiais e militares em Aveiras de Cima, em comparação com segunda-feira, conforme relata a TVI24. 

7h52 – Todos os trabalhadores estão a trabalhar, mas com “pistola apontada à cabeça”: O vice-presidente e advogado do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), Pedro Pardal Henriques, disse, esta terça-feira, que os serviços mínimos estão a ser cumpridos, ainda que com uma “pistola apontada à cabeça”, referindo-se ao facto de ter sido aprovada a requisição civil. “Estão 100% dos trabalhadores a trabalhar”, ainda que só oito horas, afirmou Pardal Henriques, em Aveiras de Cima, Lisboa, à porta da sede da CLC – Companhia Logística de Combustíveis. Ainda assim, Pardal Henriques considera que, “aos poucos, os postos de abastecimento vão ficar vazios”.

7h30 – Quantos postos é que já não têm gasolina e gasóleo para vender? A esta hora, há 602 postos de abastecimento sem gasolina, 858 postos sem gasóleo e, ainda, 63 sem GPL, de acordo com os dados da plataforma ‘Já Não Dá Para Abastecer’, da VOST Portugal, onde é possível ir verificando a atualização contínua do cenário dos postos de abastecimento.

7h00 – Efeitos da greve vão fazer-se sentir: Vieira da Silva clarificou que a requisição civil dos motoristas em greve, decretada segunda-feira, não significa o retorno à normalidade, apenas a melhoria das condições, e avisou que o incumprimento desta medida terá consequências. “Uma greve é sempre uma greve, se não se sentissem os efeitos não seria uma greve”, apontou. 

Fonte: Noticias ao Minuto

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