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Santana Lopes viajou de comboio entre Torres Vedras e Bombarral para pressionar investimento na linha do Oeste

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O presidente e fundador do partido Aliança, Pedro Santana Lopes, viajou no passado dia 1 de Agosto pela Linha do Oeste, entre Torres Vedras e Bombarral, onde pôde constatar que as carruagens estão “degradadas e boas para ir para um museu de antiguidades”. O também cabeça de lista do partido por Lisboa considera que o governo saído das legislativas deve negociar com Bruxelas um plano de investimento nas infraestruturas básicas que possibilite a coesão territorial. 
Nas suas contas são necessários seis mil milhões de euros de investimento na ferrovia e também na construção de novos hospitais.

Fátima Ferreira
fferreira@gazetacaldas.com

Pedro Santana Lopes, juntamente com a sua comitiva, chegou à estação do Bombarral pelas 10h47. Os elementos do partido Aliança viajaram de comboio entre Torres Vedras e o Bombarral para constatar os problemas da linha do Oeste, nomeadamente a necessidade de electrificação e de melhor material circulante. “Há cerca de uma década fiz esta viagem na qualidade de líder parlamentar [do PSD]para falar do mesmo problema”, disse à Gazeta das Caldas, destacando que os problemas arrastam-se, mas que é preciso inverter esta situação, que é cada vez mais uma questão de futuro ambiental. Santana Lopes defendeu que é necessário substituir as automotoras a diesel por eléctricas, que sejam mais eficientes e possam ser concorrentes ao transporte rodoviário, diminuindo o trafego nas estradas.

“Bruxelas tem que se convencer de que Portugal precisa de dinheiro durante os próximos cinco anos para fazer o que é de base”, considera o líder da Aliança, que estima que sejam necessários seis mil milhões de euros (o equivalente a 3% do PIB anual português por) para assegurar investimentos em infraestruturas. E esse valor, acrescentou, não deve constar do orçamento de Estado, de forma a não alterar o défice.

Santana Lopes falou também com elementos da Comissão de Defesa da Linha do Oeste, que lhe disseram que “tem que haver pressão” para uma intervenção completa na linha. Recordaram que, nesta primeira fase, foi apenas aberto concurso para o troço entre Meleças e Torres Vedras e que, posteriormente, a electrificação chegará às Caldas. No entanto, a continuidade da modernização da linha não está garantida.

Roteiros temáticos pelo país

A saúde também é um problema que o líder da Aliança está a acompanhar de perto e por isso visitou recentemente um centro de saúde que não funciona, no concelho de Torres Vedras. “A saúde para quem está no governo tem que ser uma preocupação permanente e não, como o faz o primeiro ministro, quando diz, quatro anos depois, que agora vai dedicar-se ao SNS”, disse, defendendo que há necessidade de construir hospitais, inclusivamente no Oeste.
“Aquilo que está mais degradado em Portugal é o que o povo que passa pior mais precisa, como é o caso da saúde, ferrovia e segurança social”, denunciou.
Há cinco semanas que Santa Lopes anda a percorrer o país nos roteiros temáticos. No Oeste e distrito de Leiria, elegeu como bandeiras a indústria e os serviços. Além de conhecer o estado da ferrovia, a visita integrou também uma passagem pelo Centro de Investigação na Marinha Grande, uma visita à área queimada do Pinhal de Leiria e à Base Aérea nº 5 – Monte Real, que o ex-primeiro ministro do PSD quer ver aberta ao tráfego civil. “Portugal tem que aproveitar os activos que tem. Um país que não tem dinheiro para fazer o que precisa e, por outro lado, não usa aquilo que tem, é um país de ficção”, concluiu.

Nesta visita Santana Lopes foi acompanhado, entre outros, pela cabeça de lista do partido Aliança pelo distrito de Leiria, Joana Ferraz..

Fonte: Gazeta das Caldas

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