Início Aliança “O eleito, antes de tomar posse, deveria ser obrigado a garantir que...

“O eleito, antes de tomar posse, deveria ser obrigado a garantir que pode cumprir o programa que apresentou”

123
0

Melhoria da área da saúde, das rodovias, benefícios fiscais e descentralização de ministérios e serviços do Estado são algumas das propostas de Santana Lopes para a próxima legislatura

Saúde, rodovias, benefícios fiscais, reorganização da proteção civil, descentralização de ministérios e serviços do Estado são algumas das propostas de Pedro Santana Lopes, líder do partido Aliança, referidas em Bragança esta quinta feira, no decorrer de uma visita ao distrito e apresentação do candidato Carlos Silvestre, cabeça de lista do partido pelo círculo eleitoral de Bragança às próximas eleições legislativas de 6 de outubro.

Defensor da descentralização, Santana Lopes afirmou que “valia a pena ser outra vez Primeiro-Ministro para fazer essa descentralização, pois o país só vai ao sítio quando se tomarem medidas como essa e contratar pessoas locais”, acrescentando que em Bragança deveria ficar sedeado “um ministério que seja dirigido à coesão territorial, à reorganização administrativa, à organização do território, ao planeamento”, uma vez que a cidade é o “símbolo da distância da capital”.

Outra das propostas do presidente do Aliança é acabar com as portagens nas ex SCUT, justificando que esta medida representaria cerca de 80 milhões de euros, o que rendem as portagens, um valor inferior à recente medida do Governo de redução dos passes sociais, que custou cerca de 140 milhões de euros. “Reconheço que em 2005 defendi o utilizador pagador nas SCUT porque estava a pôr em causa as parcerias público privadas rodoviárias. Hoje em dia, o balanço é que as SCUT falharam na missão de trazer desenvolvimento para o interior e temos que alterar isto, propondo para os residentes e empresas sediadas nas regiões do interior essa isenção”, esclareceu.

 No que diz respeito à área da saúde, Santana Lopes sublinhou que se o seu partido participar no Governo “lutará firmemente pelo apetrechamento das unidades hospitalares e de saúde”, defendendo o alargamento da ADSE ou criação de seguros para todos, uma medida que permitiria o acesso dos utentes ao privado sempre que o SNS não der a resposta necessária.

Para além da necessidade de reorganização da proteção civil e investir na reflorestação do país, o líder do Aliança acredita que uma nova política fiscal para o interior, que passa pela taxa de IRC zero para novos investimentos e descontos para a Segurança Social tendo em conta o número de postos de trabalho criados, poderá contribuir para o combate ao despovoamento dos territórios.

Só com medidas positivas para o interior, segundo o candidato, e “só com uma autêntica revolução cultural, que mude a maneira do país e de lisboa lidar com o resto do território, é que tudo muda”. “Se fizermos estas coisas em quatro anos, seria um país diferente, tudo sobre uma regra: cumprir na ação o que se promete na eleição”, adiantou Santana Lopes, frisando que “a maior vergonha na política é chegar ao poder, dizer que tudo está pior do que se pensava e fazer o contrário do que se andou a prometer. O eleito, antes de tomar posse, deveria ser obrigada a garantir que pode cumprir o programa que apresentou ao eleitorado, ou é uma vigarice”.

Questionado sobre uma possível coligação à direita, Santana Lopes diz admitir tudo o que seja bom para Portugal. “Propus uma reunião sem agenda, sem nenhuma proposta em cima da mesa. É sentar-me com Rui Rio, Assunção Cristas, o líder da iniciativa liberal…se nos sentarmos a uma mesa penso que tudo muda. Estou otimista e acredito que alguma coisa poderá acontecer nos próximos dias. Não afasto nada à partida”, concluiu.

Carlos Silvestre, cabeça de lista do partido Aliança por Bragança às próximas legislativas, diz saber a dificuldade de eleger deputados no distrito, no entanto, lembra que está “habituado a desafios”, entrando na corrida a Lisboa “para ganhar”.

Como prioridade, caso seja eleito deputado, quer criar um gabinete de aproximação às populações, uma vez por semana em cada sede de concelho. “Seria um gabinete de proximidade para ouvir as necessidades e os interesses das pessoas, questões que posteriormente seriam levadas para Lisboa para tentar resolvê-las, pois um deputado tem que defender o seu círculo eleitoral e as pessoas da terra são o mais importante”, explicou.

Por fim, Carlos Silvestre referiu que o Aliança quer “criar uma diferenciação positiva em relação ao nordeste transmontano, em termos de energia, rodovias, descentralização de serviços do Estado, entre outras medidas”.

A lista candidata pelo distrito de Bragança, que deverá ter seis elementos, ainda está a ser formada.

 Fonte: A voz de Trás-os-Montes

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here