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Lisboa tem quatro câmaras de vigilância para incêndios. Só uma funciona

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Em plena época de incêndios, das quatro câmaras de videovigilância contra incêndios instaladas em Lisboa, apenas uma está operacional. Proteção Civil não responde aos pedidos de reparação/substituição de equipamentos e tem faturas em atraso à empresa responsável pela gestão dos equipamentos.


A
região
de Lisboa dispõe, atualmente, de quatro torres com câmaras de videovigilância para deteção de incêndios rurais. Apurou o Notícias ao Minuto que, em plena época de incêndios, apenas uma está em funcionamento. Em causa está a falta de resposta aos pedidos de reparação/substituição dos equipamentos que a empresa responsável pela manutenção tem feito junto da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

O INOV é a empresa responsável no distrito de Lisboa pela manutenção do CICLOPE – um sistema que recorre a imagens captadas pelas Torres de Videovigilância e Aquisição de Dados, instaladas em pontos criteriosamente definidos, e que funcionam como uma ferramenta de vigilância florestal.

No âmbito do contrato celebrado entre o INOV e a ANEPC, compete à tecnológica fazer a gestão do serviço, disponibilizar a mão-de-obra e realizar as deslocações necessárias ao diagnóstico e à reparação dos equipamentos. Por sua vez, à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil compete o pagamento da reparação ou substituição das peças danificadas.

Confirmou ao Notícias ao Minuto fonte oficial da empresa que, durante os últimos anos, “o INOV identificou várias situações em que, para assegurar a reposição da operacionalidade do sistema, foi necessário proceder à reparação de equipamentos”. Os respetivos relatórios técnicos foram enviados à ANEPC e  “resultaram em adjudicações”, permitindo-se assim “manter a correta operação dos sistemas”. Um desses contratos, datado de 26 de junho de 2013, é inclusive disponibilizado no portal  BASE

Porém, desde janeiro de 2018 que a ANEPC“não responde aos pedidos de reparação/substituição de equipamentos” e “as anomalias têm vindo a acumular-se”. Perante as circunstâncias, confirmou a mesma fonte, apenas “uma das quatro torres se encontra operacional”.

Garantiu também o INOV que a esta data continuam por pagar as faturas emitidas pelo INOV à Associação Nacional de Emergência e Proteção Civil relativas “ao serviço de manutenção, no âmbito de referido contrato, desde janeiro de 2019″. A ANEPC assegurou ao INOV que estão a ser desenvolvidos os procedimentos necessários à resolução da situação, esperando repor a operacionalidade dos sistemas durante o verão.

Recorde-se que, há sensivelmente uma semana, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, inaugurou um sistema de videovigilância para deteção de incêndios rurais na Guarda e considerou “fundamental” a aposta nestes equipamentos para “aumentar a capacidade de apoio à decisão” e o combate aos incêndios rurais.

O Notícias ao Minuto contactou a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, bem como o Ministério da Administração Interna, aguardando esclarecimentos.

CICLOPE, a aposta na vigilância

Instalado, na região de Lisboa, nas Serras de Montemor, Matoutinho, Montejunto e na Serra da Vila, o CICLOPE cobre atualmente cerca de 1.300.000 hectares do território de Portugal continental, como dá conta o site institucional do INOV

Pelas características dos equipamentos que utiliza, o CICLOPE “permite monitorizarremotamente grandes áreas a um custo por hectare bastante reduzido” e foi inclusive concebido para “funcionar em qualquer local, dispondo de sistemas de fornecimento de energia e comunicações completamente autónomos”. 

Fonte: Notícias ao Minuto

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