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Fazer listas de candidatos a deputados, seja ao Parlamento Europeu seja(muito em especial) à Assembleia da República, é seguramente das tarefas mais difíceis, ingratas e geradoras de incompreensões que a direcção de um partido político tem de levar a cabo.Porque é impossível agradar a todos os candidatos a candidatos.

Ou até aqueles que não sendo candidatos tem a legítima opinião sobre cada lista, cada candidato escolhido, cada representação do seu distrito expressa na escolha.Porque fazer escolhas significa optar, significa pôr este à frente daquele e aqueloutro acima ou abaixo de um outro qualquer, significa agradar a poucos e desagradar a mais que muitos, significa concluir a “obra” sabendo que nesta matéria não há “obras” perfeitas.

Até porque no caso dos partidos com representação parlamentar há muitos anos, e portanto com histórico de resultados, optar significa escolher um número “x” para serem eleitos, um número “y” para ficarem na zona cinzenta e um número “z” para não serem eleitos. E isso gera incompreensão, indignação, revolta e sabe-se lá que mais naqueles que não obtém o desejado passaporte para S.Bento. Até porque, e isso não é uma questão menor, há sempre uma gestão de egos a fazer naqueles que não vão ser eleitos (e nos que vão ser eleitos também) mas não querem prescindir dos seus cinco minutos de fama efémera.E isso significa quererem ficar o mais acima possível nas listas distritais que vão eleger deputados ou até encabeçarem listas em distritos de eleição impossível mas em que ser cabeça de lista afaga o ego e dilui a tristeza da não eleição.

A propósito, recordarei sempre a frase de um ex líder do PSD, hoje dedicado à alta finança internacional, quando me dizia que em cada escolha ganhava um potencial ingrato e dez descontentes pela certa.E é verdade.Por isso, não há como fugir a essa questão, fazer listas é optar. Tomar decisões. Avaliar méritos pessoais e mais valias eleitorais.E depois fazer as listas o melhor possível.

A Aliança está a fazer as suas listas de candidatos ao Parlamento pela primeira vez dado que tendo sido fundada em Outubro de 2018 são estas as primeiras eleições nacionais que vai ter pela frente.E está a fazê-las em todos os distritos, regiões autónomas, Europa e Resto do Mundo assumindo a responsabilidade de escolher, de optar, dando às estruturas distritais e regionais uma larga margem de autonomia na escolha de candidatos e no seu escalonamento nas respectivas listas.

Na Aliança valorizamos as Pessoas. E por isso não pedimos às estruturas que as coloquem nas listas a serem submetidas à direcção nacional do partido com base  num  critério alfabético, porque isso seria um desrespeito para com as Pessoas que jamais cometeríamos, mas sim em função das suas competências, da sua mais valia eleitoral e de um conjunto de critérios que cada estrutura deverá aplicar.

Não podia ser de outra forma.

Depois Falamos

Luis Cirilo

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