Início Atualidade Bolsa de Lisboa em queda, penalizada pela EDP Renováveis, Mota-Engil e CTT

Bolsa de Lisboa em queda, penalizada pela EDP Renováveis, Mota-Engil e CTT

137
0

PSI 20 negoceia em terreno negativo, caindo 0,15% para 5.185,00 pontos.

O principal índice bolsista português (PSI20) negoceia em terreno negativo, caindo 0,15% para 5.185,00 pontos, esta segunda-feira, em contraciclo com o sentimento sentido nas principais praças europeias, uma altura em “que os investidores viram as atenções para [Jerome] Powell, que irá testemunhar perante o Senado [dos EUA] na quarta e na quinta-feira”, salientou o Mtrader do Millennium BCP, Ramiro Loureiro.

Em Lisboa, o grande destaque é a EDP Renováveis cuja filial brasileira alcançou um acordo para vender durante vinte anos a energia gerada nos parques eólicos de Monte Verde VI e Boqueirão I-II, localizados no estado brasileiro de Rio Grande do Norte.Os projetos eólicos têm uma capacidade total de 126 MW. A empresa cotada perde 0,44%, para 13,36 euros.

Os títulos dos CTT (-0,48), da Jerónimo Martins (-0,28%), da Mota-Engil (-0,73%), Nos (-0,52%) e da F. Ramada (-1,13%) também contribuem para a desvalorização do PSI 20.

Em contraciclo, destaca-se a petrolífera Galp Energia (0,45%) que acompanha o sentimento otimista dos mercados petrolíferos. Em Londres, o Brent, que é referência para Portugal, avança 0,33%, para 64,44 dólares; já o WTI, negociado em Nova Iorque, ganha 0,33%, para 57,70 dólares.

Entre as principais congéneres europeias, além da audição do presidente da Fed no Senado norte-americano, o “report de emprego sobre a economia norte-americana, divulgado na passada sexta-feira, continua a fazer manchetes” e a deixar em alerta os investidores. “Isto porque retirou um pouco de certeza a alguns agentes de mercado sobre a descida das taxas de juro pela Fed já na próxima reunião”, analisou Ramiro Loureiro.

Também o anunciado plano de reestruturação do Deutsche Bank também é um dos destaque para os investidores europeus. Em causa está a criação de um banco mau, para onde serão transferidos os ativos problemáticos e não-estratégicos do Deutsche Banl, no valor de 74 mil milhões de euros. Mesmo assim, a insatituição germânica garantiu que não será preciso avançar com uma operação de aumento de capital para financiar a operação e que não haverá pagamento de dividendos em 2019 e 2020.

O plano prevê, ainda, o corte de 20% da força laboral até 2022, o abandono do negócio de ações e a redução da unidade de investimento, sendo que banco alemão vai registar um prejuízo de 2,8 mil milhões de euros no trimestre.

Fonte: Jornal Económico

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here