Início Aliança Linha de Rumo

Linha de Rumo

131
0

I. Na sequência da reunião do Senado da Aliança que se realizou a 22 de Junho, na Figueira da Foz, onde foram aprovadas as traves-mestras do Programa Eleitoral para as legislativas de 06 de Outubro, o documento foi trabalhado e o Partido publicou-o na sexta-feira passada, ainda que não na sua redação final, apontada para 06 de Setembro.

Isto, para que o Programa possa agora ser discutido e divulgado atempadamente, razão que levou a Aliança a antecipar-se para antes das férias, para quem as tenha, e para que seja possível inovar no procedimento adoptado.

Simultaneamente, tiveram início as 8 Semanas Temáticas com que a Aliança quer ir ao encontro das pessoas, das empresas e das instituições, tomando contacto com a realidade no terreno, e auscultando aquilo que tem de chegar ao debate político no período que antecede as eleições de 06 de Outubro.

Com efeito, o calendário faz corresponder cada semana a uma matéria, o que, dada a abrangência das mesmas, leva a Aliança a todo o território nacional.

Sob o lema “Levanta-te do sofá”, num apelo às pessoas para que estejam atentas às medidas da Aliança e àquelas que cada partido apresenta, incentivam-se todos a darem os seus próprios contributos.

II. Assim, temos:

Ambiente e Alterações Climáticas, 1-5 Julho; Saúde, 8-12 Julho; Pobreza, Exclusão Social e Habitação, 15-19 Julho; Coesão Territorial e Demografia, 22-26 Julho; Crescimento Económico, Produtividade e Fiscalidade, d29 Julho – 02 Agosto; Mobilidade, Transportes e Infra-estruturas, 19-23 Agosto; Educação e Qualificação, 26-30 Agosto; Estado, Transparência, Justiça e Combate à Corrupção, 02-06 Setembro.

Nessa altura, em Setembro, a um mês das eleições, será apresentada a versão final do Programa, já recolhidos e integrados os resultados da auscultação feita à sociedade civil, conquanto sejam compatíveis ou venham enriquecer o documento, no âmbito das orientações de princípio perfilhadas.

Daí para diante será, então, altura de defender o Programa final, seja junto das pessoas ou perante as demais forças políticas, a comunicação social, e o País em geral.

A Aliança entende que o tempo destinado à campanha eleitoral, ao invés de se destinar a um “período de algazarra pública”, serve para cada um apresentar e defender as posições que considere adequadas, segundo um critério de prioridades, em função de uma estratégia e na prossecução de um rumo para o País.

III. É tempo de Portugal e dos portugueses saberem para onde nos levam as políticas da Esquerda, e se queremos prosseguir na estrada por onde o Governo nos foi conduzindo ao longo dos últimos 4 anos.

Pretendemos que o período pre-eleitoral corresponda a um tempo de vivo debate democrático sobre o estado do País, nas múltiplas dimensões de interesse público que a actividade governativa engloba, o que apenas será possível com seriedade política de todos os intervenientes, desde os partidos aos movimentos independentes e à comunicação social, sempre sob o acompanhamento de uma opinião pública esclarecida e exigente, mais interessada na substância das propostas que nos fait-divers, ou nos soundbites da campanha.

Sabemos que o debate político implica convicção e firmeza, sendo legítimo e natural haver momentos de confronto, ou até mesmo de alguma tensão, em matérias mais sensíveis.

Todavia, a política só tem sentido quando se travam grandes debates, elevando-os, no respeito pelos outros e pelas regras democráticas, sem misturar a defesa ou o ataque a determinada posição com quem a proponha ou defenda no plano pessoal.

A Aliança considera que, para que as pessoas voltem a exercer a sua cidadania e tornem a interessar-se pelo bem comum, precisam de sentir que são bem-vindas a um espaço de diálogo, que também é de debate e confronto, o qual, apesar de exigente, não é, nem nunca poderá ser uma “tortura”, nem servir qualquer senha persecutória fora do espaço da política.

Tal redundaria, de resto, na denegação da própria convivência democrática e da paz social, a favor do arbítrio e da falta de respeito pela dignidade de cada um, atentando contra as liberdades.

É bom, portanto, que as pessoas saibam que contam com a Aliança, para que todos possam exercer os seus direitos e deveres cívicos, sem que daí resulte qualquer tipo de “sanção”, seja quem for.

Para a Aliança, a Liberdade e a Dignidade das pessoas estão em primeiro lugar, e por tais valores iremos até onde for preciso, ou não seríamos dignos da nossa raíz Personalista.

IV. Voltando ao Programa Eleitoral, já disponibilizado em primeira versão, como referimos, o documento está sistematizado em quatro grandes capítulos, a saber:

I. Crescimento, Competividade e Território;
II. Políticas Sociais e Bem-Estar;
III. Educação, Comunicação e Inovação;
IV. Estado e Soberania.

Trata-se de um Programa que, sem pretender ser extenso, antes pelo contrário, não foi possível sintetizar mais, dado a amplitude da nossa visão geral sobre as áreas que consideramos prementes.

A Aliança, apesar de ser uma força política recente, ainda sem representação parlamentar, não quer, porém, deixar de oferecer tudo aquilo que transporta no seu corpo programático, considerando dever assumir, pois, a reivindicação de igualdade de tratamento na campanha, apta que está a discutir cada matéria de igual para igual com as demais forças políticas.

Como pode consultar-se, para além de um enquadramento genérico sobre cada questão, avançamos com mais de uma centena de medidas concretas, cuja maioria está amadurecida, a ponto de poder ser inserida num futuro Programa de Governo.

É disso que se trata:
Trabalharmos para darmos um novo governo a Portugal.

O Programa Eleitoral está sujeito a uma sistematização trina, em forma de três eixos fundamentais transversais, em linha com a trilogia da Declaração de Princípios. Existe um encadeamento e uma lógica. Um sentido.

Sendo a Aliança uma força política Personalista, Liberal e Solidária, quis fazer corresponder a cada um desses três princípios uma causa associada.

Não por uma razão estética, apesar de acabar por se-lo, mas pela convicção, ancorada no nosso conhecimento, de por aí passarem as coordenadas da linha rumo que o País precisa, a fim de prosseguir a sua caminhada na História, de que tanto nos orgulhamos.

Vejamos sumariamente:

⁃   Portugal não pode continuar com cerca de 1/3 da sua população no limiar da pobreza - urge combater a Pobreza e a Exclusão Social.

⁃   Portugal só poderá dar resposta às suas necessidades mais básicas caso produza mais e melhor - urge mais Crescimento Económico.

⁃   Portugal não poderá ser demográfica, social e economicamente viável com o nível médio de vida existente, com o crescimento económico verificado e com um desequilíbrio abissal entre o litoral e o interior ou zonas do País - urge, portanto, promover a Coesão Territorial 

Por isso, convidamos todos a lerem o Programa Eleitoral e a partilharem-no com mais pessoas, incluindo discuti-lo, inclusive com a própria Aliança, caso alguém assim considere dever fazê-lo, para ajudar a limpar arestas ou melhorar algum ponto.

Neste momento, estamos, portanto, a caminho, com simplicidade, sem arrogâncias, promovendo aquilo que o País tem de melhor, tentando encontrar resposta para suprir aquilo que o País não tem ou precisa de melhorar substancialmente.

Assim prosseguimos, gratos por nos ser possível chegar a tanto, tão depressa e com tão pouco. Acreditamos muito no senso dos portugueses e na capacidade do Povo Português em distinguir o principal do acessório. Acreditamos que os portugueses vão dar força à Aliança!

V. Aqui chegados, interrogamo-nos:

⁃   Quantos partidos, grandes ou pequenos, recentes ou do sistema, já apresentaram os seus programas? 
⁃   Quantos partidos, grandes ou pequenos, recentes ou do sistema, já apresentaram tantas medidas concretas?
⁃   Quantos partidos, grandes ou pequenos, recentes ou do sistema, adoptaram um método de trabalho como o da Aliança, permitindo a todas as pessoas, do País inteiro, poderem interagir criticamente sobre o documento antes da sua redação final?

Isto dá-nos alento e enche-nos de esperança. Estamos a trilhar um caminho difícil, mas é por aqui que vamos, por ser esta a via mais certa. Sabemos que as pessoas ja não acreditam mais em quem lhes esconda a realidade ou prometa uma mar de rosas.

Para nós, as pessoas estão mesmo primeiro. De todas, a nossa causa maior, aquela que nos precede e ultrapassa, é Portugal, que tanto amamos, e os portugueses, a quem tanto queremos bem.

Viemos construir, vamos prosseguir!

ALIANÇA

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here