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Santana capotou mas volta à estrada

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Falhou em Maio mas quer ser eleito em Outubro. Sem ceder a “modas”: “As pessoas são mais importantes” do que “cavalos e cães”

Santana Lopes não entrou a 100% na campanha das europeias (mesmo antes do acidente que o afastou de cena na ultima semana, a sua presença já tinha sido doseada), mas daqui até às legislativas vai ter de ser ele o cabeça de cartaz. Ainda a recuperar da capotagem que o atirou para o hospital na companhia de Paulo Sande, cabeça de lista do Aliança a Estrasburgo, Santana convocou o Senado do partido para analisar resultados e decidiram acelerar: fechar cabeças de lista em Junho e definir estratégias para tentar garantir que em Outubro entram no Parlamento.

Uma coisa está definida na cabeça de Santana: o Aliança não se vai deixar afastar das suas prioridades programáticas – pôr o país a crescer, aliviar a carga fiscal sobre pessoas e empresas e fazer da inclusão social uma bandeira – só porque outros temas revelaram ser eleitoralmente mais atractivos. “Não nos devemos deixar impressionar pelas modas”, porque “modas são modas e convicções são convicções e às vezes aquilo que parece ter vindo para ficar mais não é do que circunstancial”, eswcrevia ontem o líder da aliança no “Jornal de Negócios”. Não disfarçava a comparação entre o falhanço do seu novo partido – que não conseguiu eleger nenhum eurodeputado – e o crescimento do PAN, que elegeu Francisco Guerreiro, com 160 mil votos e um resultado de 5,08%, enquanto o Aliança se ficou pelos 1,86%, mobilizando apenas 61 mil eleitores.

“Eu gosto muito de animais, especialmente de cavalos e cães. Mas não tenho duvidas de que uma pessoa é sempre mais importante”, reage Santana, aparentemente indisponível para alinhar na agenda “verde” que mostrou, nestas europeias, estar em crescendo na Europa.

O líder da Aliança contrapõe que “a cultura da vida é incomparável com as condutas que levam à degradação da condição humana”, ou seja, a sua aposta vai ser sobretudo nas condições de vida das pessoas, com o foco na urgência de Portugal crescer, aliviar as pessoas de impostos e garantindo-lhes serviços públicos dignos.

Fonte: Expresso

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