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Aliança: esperança renovada na eleição de Santana

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A Aliança conseguiu mais votos nas eleições europeias do que o Bloco de Esquerda e o PAN quando concorreram pela primeira vez. O que dá ao partido de Santana “ânimo” na corrida às legislativas. Agora é hora de “afinar” a estratégia e a mensagem.

Valorizam o resultado nacional porque, como diz o vice-presidente Bruno Ferreira Costa, o partido conseguiu nesta primeira eleição mais do que o BE e o PAN conseguiram quando concorreram pela primeira vez às europeias. “É um bom arranque para os dois próximos desafios: legislativas regionais da Madeira e legislativas de outubro.”

E assim é, a Aliança conseguiu 1,86% nas eleições de domingo, quando o Bloco de Esquerda em 1999, primeira vez que concorreu ao Parlamento Europeu, com Miguel Portas como cabeça-de-lista, teve 1,79% ; e o PAN na corrida em 2014, 1,72%.

“É uma desilusão porque não elegemos, mas em vários distritos ficámos acima dos 2%, o que é um número muito animador para um partido com sete meses de existência e três pós-congresso fundador”, diz ao DN Bruno Ferreira Costa. O dirigente da Aliança sublinha que em Lisboa, os 2,93% obtidos, se fossem transpostos para as legislativas, “já dava para ter representação parlamentar”.

Bruno Ferreira Costa frisa que a Aliança se debateu com vários problemas durante a campanha para as europeias. “O conhecimento do partido foi crescendo ao longo da campanha, mas muitas vezes junto das pessoas só havia o clique quando se falava no nome do presidente do partido”, Pedro Santana Lopes. Depois, a “falta de acompanhamento da campanha por parte dos meios de comunicação” e os debates divididos entre a primeira liga e a segunda, a dos pequenos partidos onde se incluía a Aliança.

“É uma desilusão porque não elegemos, mas em vários distritos ficámos acima dos 2%, o que é um número muito animador para um partido com sete meses de existência e três pós-congresso fundador.” Estar ausente na última semana de campanha, também pode ter feito o partido perder alguma dinâmica. “Mas não conseguimos medir o impacto que esse acontecimento teve”, diz o dirigente da Aliança.

Agora, frisa, é hora de “afinar” a estratégia e a mensagem. “A nossa mensagem não chegou com clareza ao eleitorado, porque nestas eleições andámos a falar da Europa enquanto os outros partidos do país, numa espécie de nacionalização das eleições.” Para as legislativas de outubro “todos vão andar a falar do mesmo, dos problemas e das soluções para o país”.

Nesta quarta-feira, a comissão executiva do partido reúne-se para analisar os resultados eleitorais e preparar os próximos meses, o que também será feito pelo Senado, órgão similar aos conselhos nacionais do PSD e CDS, dia 31. Em junho serão programados um ou dois eventos programáticos em áreas centrais da governação, garante Bruno Ferreira Costa. “A partir de agora vamos focar-nos nas nossas propostas.”

Apelo renovado a coligação de direita

Na noite eleitoral, tanto Santana como Paulo Sande recusaram a ideia de derrota. “O resultado ficou aquém do que gostaríamos mas temos muito trabalho para fazer. Quero dizer aos militantes que é um partido extraordinário. Não nos contenta sermos o primeiro dos que não têm representação parlamentar, é quase o primeiro da Liga de Honra, agora estamos satisfeitos com o seguinte: ficou claramente demonstrado que fizemos uma campanha de propostas substantivas sem ofender, sem caluniar, querendo construir uma alternativa”, disse o líder da Aliança.

Santana Lopes aproveitou ainda a má onda do PSD e CDS, que tiveram resultados fracos nas eleições, para lembrar que poderia ter sido diferente para a direita se tivessem aceitado a sua proposta de uma convergência antifrente de esquerda. “A nossa mensagem não chegou com clareza ao eleitorado, porque nestas eleições andámos a falar da Europa enquanto os outros partidos do país, numa espécie de nacionalização das eleições.”

“É bom que o espaço do centro-direita medite nos resultados de hoje. Talvez alguns possam perceber melhor a proposta que fiz sobre necessidade de convergência do centro-direita para constituir alternativa à frente de esquerda e a derrotar. Não estamos contentes, não estamos satisfeitos, mas estamos convencidos de que noutras sedes do centro-direita também não haverá grande satisfação”, afirmou.

O vice-presidente da Aliança Bruno Ferreira Costa corrobora a tese do presidente, de que se PSD, CDS, Iniciativa Liberal e Aliança tivessem feito uma coligação “o resultado seria superior para o centro-direita”.

Fonte: Diário de Noticias

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