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Santana volta a ajustar contas com o PSD

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Ex-líder laranja estranha que ninguém peça a demissão de Rio no PSD depois do resultado historicamente baixo de domingo passado, com 21,9%

Pedro Santana Lopes comentou esta terça-feira a situação do seu antigo partido, em comentários publicados na rede social Twitter.

Perante o resultado mais baixo de sempre na história do PSD, alcançado no domingo passado, o antigo líder social-democrata escreveu: “Em 2005, tenho ideia de que um presidente de um partido que levou com um golpe de estado em cima teve de se demitir porque teve 28,7%
Será verdade que, no mesmo País, um presidente desse mesmo partido teve, esta semana, 21,9% e ninguém pediu a demissão?”.

A referências são fáceis de decifrar. O partido em causa é o PSD, o presidente que teve de se demitir foi o próprio Santana Lopes, depois do “golpe de Estado” que aconteceu em 2004: a dissolução da Assembleia da República decidida pelo então Presidente da República, Jorge Sampaio, apesar de o governo PSD-CDS, liderado por Santana, ter apoio maioritário.

Na altura, a “vaga de fundo” para a demissão de Santana começou dentro do PSD, capitaneado por Cavaco Silva, e apoiada por barões que hoje estão do lado de Rui Rio, como Manuela Ferreira Leite ou Pacheco Pereira. Ainda no domingo passado, apesar do resultado historicamente baixo do PSD, Ferreira Leite desdramatizou esses valores, considerando que Rio tem todas as condições para continuar.

Noutro tweet, publicado meia hora depois – e já depois de o primeiro ter sido alvo de muitas críticas, nomeadamente de sociais-democratas que não compreendem por que razão Santana continua a “imiscuir-se” na vida do PSD depois de ter abandonado o partido -, o antigo líder social-democrata esclareceu o sentido da primeira intervenção. “Eu não defendi, nem defendo, a demissão de ninguém. Falei da coerência de uns senhores que escreveram e falaram na altura. Quanto ao mais, cada um trate de si e que o Dr RR [Rui Rio] continue, até porque nem foi dos que falou [i.e., falaram].”

De facto, Rio manteve-se silencioso na crise social-democrata de 2004/05. Isto apesar de ser formalmente o primeiro vice-presidente do PSD sob a liderança de Santana Lopes. A referência ao silêncio de Rio não pode, por isso, ser lida como uma ilibação – Santana, de resto, na última disputa de liderança do PSD não deixou de apontar o dedo a Rio pelo pouco apoio que então deu ao presidente do partido.

Recorde-se que no ano passado Santana Lopes se demitiu do PSD e formou o partido Aliança, que teve 1,9% nas eleições de domingo passado. Rio, por seu lado, teve 21,9%, depois de nas diretas contra Santana ter alertado que o PSD deixaria de ser um partido grande para ser apenas médio caso voltasse a ser liderado por Santana Lopes.

Fonte: Expresso

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