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Camionistas de matérias perigosas regressam à greve a 23 de maio

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A GNR vai hoje fazer a segurança dos camiões cisterna ao longo do percurso entre o parque de combustíveis da Companhia Logística de Combustíveis (CLC), em Aveiras de Cima, concelho de Azambuja, e o aeroporto de Lisboa, Aveiras, 16 de abril de 2019. A greve nacional dos motoristas de matérias perigosas, que começou às 00:00 de segunda-feira, foi convocada pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), por tempo indeterminado, para reivindicar o reconhecimento da categoria profissional específica, tendo sido impugnados os serviços mínimos definidos pelo Governo. CARLOS BARROSO / LUSA.

O SNMMP – Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas, através do seu vice-presidente, Pardal Henriques, assumiu novo falhanço nas negociações com a ANTRAM, e marcou nova paralisação a poucos dias das eleições para o Parlamento Europeu.

Menos de 24 horas depois de terem sido declaradas as tréguas entre sindicato dos camionistas de matérias perigosas (SNMMP) e os patrões das empresas de transporte de mercadorias (ANTRAM) voltou o ambiente de desconfiança entre as partes, que levou à convocatória de nova greve ao transporte de combustíveis no próximo dia 23 de maio, poucos dias antes da eleições europeias.

O SNMMP – Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas, através do seu vice-presidente, Pardal Henriques assumiu novo falhanço nas negociações com a ANTRAM – Associação Nacional de Transportes Públicos Rodoviários de Mercadorias, e criticou a associação patronal das empresas de camionagem por ter emitido hoje, dia 8 de maio, um comunicado com “falsidades”.

O referido comunicado explica que “a ANTRAM e o Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas(SNMMP) reuniram-se ao final do dia de ontem (7 de maio), no Ministério das Infraestruturas e Habitação para mais uma ronda negocial”.

“Após a rejeição expressa pela ANTRAM da proposta apresentada pelo SNMMP na primeira reunião, e que consistia num salário base de 1.200 euros e na consagração da categoria profissional específica para motoristas de mercadorias perigosas, aquele sindicato, numa clara mudança de postura, a que não foram~alheios os argumentos da ANTRAM apresentados ao longo dos últimos contactos, apresentou uma nova contraproposta negocial”, adianta o referido comunicado.

A associação presidida por Gustavo Paulo Duarte defende que “esta nova contraproposta assenta, agora, num salário base de 700 euros com efeitos a partir do dia 1 de janeiro de 2020, mantendo-se, em termos gerais, os termos do atual CCTV, ainda que reforçando, em sede de seguros, exames de saúde e subsídio diário adicional a criar, a proteção dos trabalhadores afetos ao transporte de mercadorias perigosas em cisterna”.

“Ficou acordado que a ANTRAM irá agora apresentar a proposta negocial aos seus associados para colher contributos, proceder à sua análise e assim estar em condições de dar uma resposta ao sindicato até ao final do mês de maio. Recorde-se que a ANTRAM já tinha manifestado que, qualquer negociação a
ocorrer, terá sempre por base o atual contrato coletivo de trabalho firmado com a FECTRANS”, adianta o referido comunicado.

A ANTRAM garante também que irá prosseguir o processo negocial iniciado com a FECTRANS na passada sexta-feira, 3 de maio.

Já em relação ao SNMMP, parece ter tudo voltado à estaca zero.

Fonte: Jornal Económico

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