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Estudo: pensões vão baixar para dois terços do último salário, idade da reforma poderá subir para os 69 anos

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As novas pensões da Caixa Geral de Aposentações (CGA) vão sofrer uma quebra pronunciada nos próximos anos, de acordo com o estudo “Sustentabilidade financeira e social do sistema de pensões português”, que será apresentado esta sexta-feira. O “Jornal de Negócios” e o “Público” avançam hoje as principais conclusões do estudo promovido pela Fundação Francisco Manuel dos Santos.

Na CGA, espera-se que em vinte anos o valor médio de todas as pensões caia 36%, para 829 euros em 2040. Segundo o coordenador do estudo, Amílcar Moreira, esta redução explica-se com as alterações à fórmula de cálculo (mais desfavoráveis para os novos pensionistas), mas sobretudo porque vão sair deste sistema fechado pessoas mais velhas com pensões bem mais generosas.

O mesmo estudo prevê que em 2020 as novas pensões da CGA correspondam em média a 88% do último salário – é a chamada “taxa de substituição” bruta – e que em 2040 essa percentagem baixe para 69%.

Já na Segurança Social, espera-se que o aumento dos salários conduza a um crescimento do valor médio de todas das pensões, de 482 euros em 2020 para 547 euros em 2060 (e 924 euros em 2070).

IDADE DA REFORMA? 69 ANOS

O défice do sistema nuclear da Segurança Social pode chegar antes do previsto. Com a população ativa a recuar 37% até 2070, e o número de pensionistas a subir 22% até 2045, “é de esperar que este regime comece a registar défices crónicos”, aponta o estudo da FFMS.

Segundo o estudo, o défice do sistema previdencial da Segurança Social deverá chegar em 2027, e o FEFSS deverá esgotar-se em 2038. Para adiar esta crise, uma das medidas que os autores do estudo sugerem é aumentar da idade da reforma para os 69 anos.

“De entre os cenários de reforma considerados, o aumento da idade da reforma é aquele que parece oferecer um maior potencial para melhorar a sustentabilidade financeira”, indica ao estudo.

O aumento na idade de reforma “permitiria adiar o aparecimento de défices crónicos” para além de 2070.

Fonte: EXPRESSO

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