Início Território “PNI 2030 é contra a coesão territorial”, acusa CIM Douro

“PNI 2030 é contra a coesão territorial”, acusa CIM Douro

171
0

O Conselho Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal do Douro (CIMDOURO), reunido em Sernancelhe, considera que o Programa Nacional de Investimentos 2030 (PNI2030) “é mais um passo na litoralização dos fundos comunitários”, sendo mais um “Programa Metropolitano de Investimentos, feito à medida das áreas metropolitanas e não do país”.

Por isso, entendem os autarcas, “o PNI2030 é claramente contra a coesão territorial, contra a região, e uma desconsideração total do Douro2, tendo aprovado uma moção de repúdio que vai ser enviada à Assembleia da República com carácter de urgência.

Numa sessão em que estiveram em discussão várias temáticas consideradas de grande importância para a região, como a descentralização de competências para as CIM, e a reprogramação do NORTE2020, o PNI2030 acabou por ser abordado por vários Presidentes de Câmara, que lamentaram o facto de não terem visto as obras estruturais defendidas pela CIMDOURO para a região contempladas no Programa de Investimentos para a próxima década.

“Não se compreende, aliás, como pode a região ser penalizada desta forma, pois teve, desde o primeiro momento, um postura séria e solidária com o todo nacional quando abordou o PNI 2030, ao centrar a sua posição apenas em três grandes investimentos estratégicos para a região, na rodovia (IC26), na ferrovia (Linha do Douro) e no fluvial (Douro’s Inland Waterway 2020)”.

A posição unânime dos autarcas quanto ao PNI2030 levou, por isso, à aprovação de uma moção, a remeter à Assembleia da República, exigindo que seja considerada a inclusão das duas obras fundamentais para a região do Douro não contempladas: a requalificação da linha ferroviária do Douro até Barca d’Alva (com ligação a Espanha) e a construção do IC 26 de Amarante a Trancoso.

Com a não inclusão destes investimentos, a CIMDOURO acusa o Governo de estar, mais uma vez, “a condenar o interior de Portugal e, de forma evidente, a penalizar o Douro, naquela que seria a derradeira oportunidade para a região encarar o seu desenvolvimento de forma coesa e partilhada por todos os municípios”.

Reconhece também que a persistência na litoralização dos recursos disponíveis, retirando ao interior o que lhe é devido, vai levar à perda de atratividade empresarial e de investimentos, à fuga de pessoas e a um acelerado processo de desertificação que conduzirá à extinção dos territórios.

Fonte: Notícias de Vila Real 

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here